Integralismo: segundo Plínio Salgado

Seu conceito “Integralismo”, resume-se nos seguintes pilares da sociedade:

  • Homem Integral
  • Sociedade Integral
  • Nação Integral
  • Humanidade Integral

[1] O homem, realizando as suas justas aspirações materiais, intelectuais e morais;a Sociedade, funcionando harmoniosamente; a Nação, com autoridade efetiva, através dos seus órgãos de governo, mantendo o equilíbrio entre o Homem e a Sociedade;e finalmente, a Humanidade, objetivando o seu superior destino de aperfeiçoamento.

o Integralismo, em sua forma de ideia e concepção filosófica, não compactua com Comunismo, tampouco o Liberalismo, pois segundo o próprio Plínio Salgado:

O sufrágio universal subordina todo um sistema de realidades sociais a uma pura abstração, isto é, ao conceito de soberania oriunda de fontes primárias da “vontade geral”. A este preconceito artificioso e utópico se condiciona toda organização nacional, tese relevantíssima da constituição dos poderes, o significado da representação.
 Com o sufrágio universal, o cidadão é forçado a tomar parte dos seus comícios eleitorais que não dizem respeito aos seus interesses diretos.

Possuindo certo viés nacionalista, teceu fortes críticas ao entreguismo e ao Estado assistencialista proposto pelos comunistas, pois para Plínio, o Homem se ampliava além da dicotomia: socialismo x capitalismo, sabendo que a social-democracia levaria os ideólogos comunistas ao poder, facilitando o controle do Estado sobre a população. Afora ocorreria o “obscurantismo” na classe estudantil que seria facilmente manipulada pela demagogia marxista.

Contra a “liberdade sem lastro”, o “voto pelo voto”, o idealizador do Integralismo apontou que também luta contra o materialismo determinístico, considerando o marxismo, um ideal anti-revolucionário tendo como base a evolução determinística(filosofia burguesa do século passado), criando um pensamento pré-concebido unilateralmente em uma sociedade estática.

A “Integralidade” tinha tais objetivos em foco:

1º) Identificar o Estado como instrumento da Nação;

2º) Subordinar a luta de classes ao supremo critério da Pátria;

3º) Submeter a produção aos interesses nacionais ;

4º) Impor as províncias um ritmo uniforme de política nacionalista, visando a Unidade da Pátria;

5º) Traçar nítidos limites À autonomia política das unidades federais e aos municípios componentes das Províncias Brasileiras;

6º) Reformar de alto a baixo o ensino, criando a Universidade, segundo um conceito filosófico e político baseado no espiritualismo, moralizando os cursos de humanidades e imprimindo caráter de extrema brasilidade À escola primária;

7º) Disseminar o crédito, dar eficiência prática ao aparelhamento bancário;

8º) Dar maior amplitude À ação educativa nacional, armando o Ministério respectivo da capacidade de ação necessária;

9º) Reprimir o comunismo, não pelos métodos de violência da polícia liberal-democrática, que hipocritamente massacra os pobres proletários enquanto protege os comunistas de colarinho, mas pela ação enérgica contra os responsáveis intelectuais na propaganda desnacionalizadora do bolchevismo, inimigos da Pátria, os quais, como tal, devem ser considerados;

10º) Reprimir os abusos do capitalismo, sua ingerência nos negócios do Estado, sua crueldade para com as massas proletárias, sua ganância, sua avareza, a opressão que exerce contra os produtores;

11º) Sufocar o cosmopolitismo , o esnobismo, as imitações dos costumes estrangeiros, o sibaritismo materialista das classes burguesas, ensinando-as a amar o Brasil, a cultuar a Pátria;

12º) Fundar toda a moral brasileira nos sentimentos religiosos, base da honestidade e da disciplina social;

Fonte: O que é o Integralismo – Salgado, Plínio — 1933

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