Fascismo: Afinal é de esquerda ou direita?

Não se engane.

Muitos conservadores ou mesmo a new-left, tentam reduzir o Fascismo a um pedaço ideológico incongruente, sendo que o próprio fascismo não se define por meios propriamente políticos, e sim socio-históricos.

O Fascismo é como um camaleão, não tem posicionamento fixo, o seu único foco é o autoritarismo e o nacionalismo exacerbado, isso explica, a época em que surgiu, no contexto pós-guerra, os povos estavam abatidos e precisavam acreditar na sua pátria novamente,

todavia não foi um fator de via única, o mundo estava em conflito e a reafirmação das potências ia além de somente “acreditar novamente em si”.

Devemos ter em mente que o Fascismo buscava o engrandecimento do homem e da sua nação, aliás, pode ter certeza que não é por isso que Bolsonaro é “fascista”, se o fosse de fato não seria sionista, tampouco americanista, algo que fascistas repudiam do fundo do coração.

Fascistas eram como se fossem uma espécie de salvador dos trabalhadores, um claro exemplo disso foi Vargas e seu governo no país.

Um dos pontos principais é o nacionalismo, a crença no homem, o que levou alguns ao paganismo.

Outros dizem que fascismo é compatível com o catolicismo, mas não se sabe se é verídico.

Meu ponto é que Fascismo está longe de se encaixar nessa bolha política atual, Fascismo é amplo demais para tal, pois assim como o Marxismo, ele se regenera e aparece de formas inimagináveis ou ditas incompatíveis, como o próprio capitalismo de Estado do Hitler, porém nem por isso tornou-se algo de Direita. O fascismo é multifacetado e adaptável, o que permitiu com que perdurasse ainda há tempos no mundo.

No dia em que Fascismo ser tomado por jovens mesquinhos da classe alta, saiba que se tornou um lixo, o Fascismo real advém da classe trabalhadora e do tradicionalismo nas famílias da antiguidade. Não, longe disto, sua classe econômica não definirá tão facilmente seu posicionamento, porém o Fascismo originou-se da ira contra o imperialismo e a necessidade de lutar dos povos europeus, o fulgor nacionalista corre nas veias dos fascistas, pois a sua pátria é o coração do homem, e o homem é o início da revolução.

Fontes:

La dottrina del fascismo – Gentile, Giovanni, 1932

Comportamento, internacional, política

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